
A busca por soluções contra a calvície e a queda capilar vem registrando forte crescimento no Brasil, consolidando o país como um dos principais polos mundiais em procedimentos de restauração capilar. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC), mais de seis mil cirurgias foram realizadas no país em 2022, sendo que 80% dos pacientes recorreram à intervenção para tratar a alopecia de origem genética. Embora o público masculino represente cerca de 90% desses casos, concentrando-se principalmente na faixa de 30 a 39 anos, a busca entre as mulheres também avança de forma expressiva, registrando maior incidência entre 40 e 49 anos.
A expansão do setor acompanha uma tendência global documentada pela Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar (ISHRS), que aponta que cerca de 42 milhões de pessoas sofrem de alopecia no Brasil, das quais 40% são mulheres. O Censo de Práticas da ISHRS revela ainda um perfil de pacientes cada vez mais jovem e consciente, com 95% dos procedimentos em 2024 realizados por pessoas entre 20 e 35 anos, além de um aumento de 16,5% na procura feminina em comparação com anos anteriores. Especialistas em saúde mental e dermatologia reforçam que o impacto da queda de cabelo vai além da estética, afetando diretamente a autoimagem, a confiança e a qualidade de vida.
O avanço das tecnologias cirúrgicas tem sido o principal motor para a naturalidade e rapidez na recuperação dos pacientes. A técnica FUE (Extração de Unidades Foliculares), que extrai os folículos individualmente sem a necessidade de cortes lineares, tornou-se o padrão mais procurado no mercado por deixar cicatrizes mínimas. Aliada ao planejamento em 3D, micro-motores e auxílio de inteligência artificial, a precisão do procedimento aumentou significativamente. No entanto, entidades do setor e médicos especialistas alertam para os riscos de clínicas clandestinas e profissionais não habilitados, ressaltando que cerca de 12% dos cirurgiões associados à ABCRC já atenderam pacientes necessitando refazer ou reparar procedimentos mal executados, o que torna a escolha de profissionais credenciados um passo indispensável para a segurança do paciente.
Mín. 18° Máx. 22°