
A capital do Espírito Santo alcançou um marco histórico na gestão pública e no desenvolvimento socioeconômico nacional. Vitória foi considerada a cidade mais competitiva do Brasil em 2026, de acordo com a nova edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, estudo desenvolvido pelo CLP (Centro de Liderança Pública) em parceria com a Gove Digital. Com esse resultado, a capital capixaba figura pela primeira vez na liderança isolada do levantamento, interrompendo uma sequência de três anos em que Florianópolis ocupava o topo do pódio. A cidade catarinense ficou com a segunda colocação na edição atual.
O levantamento avaliou criteriosamente 423 municípios brasileiros que contam com mais de 80 mil habitantes. A metodologia abrange a análise de 65 indicadores fundamentais, que são distribuídos em 13 pilares estratégicos para o avanço urbano, como sustentabilidade fiscal, saúde, educação, segurança, saneamento, inserção econômica, inovação, capital humano e telecomunicações.
A ascensão de Vitória ao topo decorre de seu desempenho de destaque em frentes cruciais da administração pública, assegurando o primeiro lugar nacional no pilar de Funcionamento da Máquina Pública, além de garantir a terceira posição no indicador de Capital Humano e a quinta colocação em Acesso à Saúde.
Logo após Florianópolis, que garantiu o segundo lugar, o topo do ranking geral consolidou outras grandes metrópoles e polos de desenvolvimento do país. Porto Alegre alcançou a terceira colocação, seguida por Curitiba em quarto e São Paulo fechando o grupo das cinco primeiras colocadas.
Completando o grupo das dez cidades mais competitivas do país, aparecem na sequência São Caetano do Sul (SP), Maringá (PR), Campinas (SP), Jaraguá do Sul (SC) e Barueri (SP). O desempenho reforça a forte concentração de municípios competitivos na região Sul, que mantém quatro cidades no top 10, e no Sudeste, impulsionado pela excelência em gestão fiscal e inovação tecnológica.
Outro destaque geopolítico importante da edição de 2026 foi o avanço de Palmas (TO), que alcançou a 13ª posição geral e entrou de forma inédita no top 15 nacional. O feito marca a primeira vez que um município das regiões Norte ou Nordeste figura entre os 15 mais competitivos do Brasil, superando recordes anteriores e redefinindo o mapa da competitividade nacional.
Além da liderança geral de Vitória, diversas cidades se destacaram na liderança de pilares específicos avaliados pelo CLP. São Paulo manteve a hegemonia nacional nos quesitos de Inovação e Dinamismo Econômico, ao passo que São Caetano do Sul permaneceu na ponta em Inserção Econômica.
Em outros setores fundamentais, o estudo apontou Salto (SP) como líder em Saneamento, Sobral (CE) em Qualidade da Educação, Goiana (PE) em Acesso à Saúde, Balneário Camboriú (SC) em Qualidade da Saúde, e Votuporanga (SP) em Acesso à Educação. Completam a lista de líderes setoriais Breves (PA) em Meio Ambiente, Ubatuba (SP) em Telecomunicações, e Várzea Paulista (SP) na liderança do pilar de Segurança.
Várias capitais brasileiras também registraram suas melhores marcas históricas no ranking neste ano, como o Rio de Janeiro (29º), Cuiabá (36º) — que assumiu o posto de cidade mais competitiva do Centro-Oeste —, Goiânia (68º), Teresina (90º), Aracaju (131º), Manaus (139º), São Luís (147º), Natal (157º) e Belém (168º).
Para Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, o sucesso das cidades no ranking demonstra o impacto direto de políticas públicas focadas em resultados. "A competitividade municipal não é resultado do acaso. Ela é construída quando boas políticas públicas se transformam em melhores serviços, mais oportunidades e maior qualidade de vida para a população", pontuou.
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