
O Espírito Santo vive este domingo o desfecho de uma das campanhas eleitorais mais acirradas de sua história recente. Os dois candidatos que disputam o comando do Executivo estadual, Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço, exerceram o direito de voto durante a manhã na capital capixaba. Ambos demonstraram forte otimismo com o resultado final das urnas, encerrando um ciclo de intensas agendas de rua, alianças estratégicas e números de pesquisas de intenção de voto que mantêm o cenário em aberto até a apuração dos votos.
O ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, compareceu ao seu colégio eleitoral na Faculdade de Direito de Vitória por volta do meio da manhã, acompanhado por familiares e correligionários. Em declaração prestada logo após deixar a urna, o candidato externou seu entusiasmo com a definição do pleito.
“Acompanho com uma expectativa muito positiva. Agradeço pela votação registrada no primeiro turno e reforço a intenção de transformar a vida dos capixabas e gerar oportunidades para as famílias do Estado”, afirmou Pazolini.
Já o atual governador e candidato à reeleição, Ricardo Ferraço, votou na Escola da Ilha, no bairro Praia do Canto, também ao lado de apoiadores. Em conversa com os jornalistas presentes, o emedebista destacou a aposta na reversão do quadro eleitoral nesta reta final.
“Digo confiar em uma virada neste 2º turno. Vamos aguardar a vontade de Deus e do povo capixaba, que são soberanos”, declarou o candidato.
O ambiente de expectativa é impulsionado pelos últimos levantamentos demoscópicos divulgados na véspera da votação. A pesquisa Quaest apontou Pazolini com 55% dos votos válidos contra 45% de Ferraço. Já na intenção de voto estimulada total, a diferença entre os concorrentes encolheu para quatro pontos percentuais — 45% a 41% —, caracterizando uma situação de empate técnico no limite da margem de erro e deixando a decisão final sob a dependência direta dos eleitores indecisos e da taxa de abstenção nas seções eleitorais de todo o Estado.
A dinâmica deste segundo turno concentrou os esforços das duas campanhas na busca pelo eleitorado da Grande Vitória e na consolidação de bases do interior. Enquanto Pazolini buscou capitalizar a projeção obtida na capital e a votação do primeiro turno, Ferraço mobilizou a máquina de alianças partidárias e a presença regional para buscar o engajamento de última hora. Com o término da votação previsto para as 17h, a contagem oficial realizada pela Justiça Eleitoral definirá o novo ocupante do Palácio Anchieta.
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